• Marisa Nascimento

Relacionamento Confinado

Estamos vivendo um momento de muita delicadeza nos relacionamentos amorosos confinados.

As medidas de emergência que vem resultando na permanência das pessoas em suas

casas podem ter influência sobre o casal ―e sobre a família―, podendo significar o fim

do relacionamento ou o início de um vínculo mais profundo, dependendo de como investimos

esse tempo.

A pandemia não é só difícil para quem está longe ou vive um drama de novela. Presos dentro da mesma casa, os casais que estão passando mais tempo do que nunca juntos precisam renovar todos os dias os votos do matrimônio. Todas as emoções tendem a ter aumento de intensidade no confinamento.

Depois da paixão, a relação começa a significar outra coisa, algo como: "Agora estou vendo melhor quem você é, e já não mexe tanto comigo, mas o suficiente para eu o escolher e seguir um caminho comum em alguma direção (ou não, e nesse caso, escolho ir embora)". Aqui, a relação deixa de ser um movimento incontrolável e passa a ser uma escolha, ao mesmo tempo que um olhar cada vez mais próximo da realidade de como é o outro em todas as suas dimensões e imperfeições.

E com a escolha há uma aceitação: "Eu o aceito desse jeito, com sua história, seu passado, suas origens, seus vínculos anteriores, seus filhos etc. Aceito-o com seus valores, medos, estilo afetivo, emoções, feridas, talentos etc., e assumo a alegria e também o custo que implica um vínculo profundo na alma com você, e o amo assim".

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